“O Reino dos Céus sofre violência, e violêntos procuram arrebatá-lo”

A partir dos dias de João Batista até agora,
o Reino dos Céus sofre violência,
e violêntos procuram arrebatá-lo” (Mt 11, 12)

A partir desse versículo pode surgir a seguinte dúvida:
Por que o Reino dos Céus sofre violência somente a partir dos dias de João Batista  e não dos tempos dos antigos profetas?

Para entender essa questão, é necessário antes entender o que significa “sofrer violência” no contexto do Evangelho. O Reino do Céu sofre uma violência que não se assemelha a uma violência física (ou natural), mas sofre uma violência de certo modo sobrenatural. Essa ação chama-se AMAR; uma ação que, a partide de São João Batista até agora, atinge constantemente o Reino dos Céus.

O Reino do Céu sofreu uma grande violência de amor no momento em que o Verbo, que é Deus, se encarnou no seio de Maria. Deus, o próprio amor, usou de violência contra si mesmo, “esvaziando-se de sua glória assumindo a condição de ‘escravo’, fazendo-se aos homens semelhante”(Fl 2,7).

Jesus o próprio Deus, amou durante o tempo que esteve entre nós, e ainda continua o amando com um amor divinamente infinito, ou em outras palavras com um amor violento! Assim, “a partir de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência”, pois João Batista foi do mesmo tempo ou da mesma época que o próprio Jesus.

Contudo, a violência causada constantemente ao Reino dos Céus não parte somente de Jesus, mas também daqueles que acolheram a sua palavra e seus ensinamentos; parte também daqueles que escutaram a pregação de João Batista, se converteram e quiseram ser batizados e depois seguiram Jesus por recomendação do próprio João Batista, como André e João por exemplo. De fato, toda violência feita a Deus, ou seja, todo amor direcionado a Deus passa direta ou indiretamente pelo Sagrado Coração de Jesus pois “ninguém chegará ao PAI senão por ELE” (Jo 14,6).

A violência causada ao Reino dos Céus é a violência daqueles que buscam amar verdadeiramente a Deus, seja em amor silêncioso escondido ou em amor que se expõe e anuncia o evangelho com palavras e atos. Tanto um quanto o outro se tornarão aqueles que Jesus fala quando escreve o evangelista: “violentos procuram arrebatá-lo”.

 

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